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Material
a levar, cuidados e afins:
Levei
um boné para me proteger contra o sol, um cantil para matar
a sede, um cajado para espantar alguns cachorros no caminho, lanterna,
micropore e Rifocina (obrigado Virgínia pela dica), roupas
leves. A bússola utilizei-a uma vez apenas, mas foi de grande
valia, dentro do porta-guia carregava um bloquinho de anotações
e uma caneta. A mochila foi especial, própria para este tipo
de trajeto, 60 litros, onde coloquei o mínimo necessário.
Para
evitar bolhas nos pés segui orientação do Raphael
Olivé, duas meias, uma bota não muito apertada e cada
duas horas uma parada para secar os pés do suor e o interior
da bota.
Dinheiro
eu levava o necessário também, muitos lugares aceitam
cheques ou cartão de crédito. Durante o trecho urbano
(RJ, Petrópolis, Itaipava, Paraíba e Juiz de Fora)
existem postos bancários para saque.
Alimentava
muito bem no café da manhã, no almoço era barrinha
de cereal, sanduíche de pão com presunto e queijo,
mas o jantar eu caprichava, era bem completo de carbohidratos, aquirindo
aí energia para o dia seguinte.
Como
adquirir o Guia ?
acesse http://www.editoraestradareal.com.br
e se informe!
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Era
julho de 2001, meu amigo Bruno Carazza me manda um e-mail falando
de uma pessoa que tinha feito um site na Internet sobre uma caminhada.
Logo fui acessando, me impressionei pelos depoimentos e pela aventura
em si. Combinamos de realizar a caminhada em outubro, no feriado
do dia 12, mas os contratempos impediram que realizássemos
aquela empreitada.
Um
ano depois, estava me organizando na empresa para tirar as primeiras
férias em 7 anos de estudo, estágio e muito trabalho.
A
idéia da Estrada Real veio como a única e melhor alternativa.
Primeiro pelo desafio e segundo porque era um projeto a ser iniciado
e concluído. Tratei tudo como um grande projeto, custos,
prazos, riscos, qualidade, um engrenamento perfeito de desafios.
Muita
gente começou a me questionar: é promessa? você
está bem? isto só pode ser depressão! o que
você vai ganhar com isto? Em compensação existiram
aqueles que me disseram: vá em frente, aproveite, você
irá crescer muito com isto. É claro que dei ouvidos
ao segundo grupo de pessoas.
Fui
até o Shopping, comprei o Guia, comecei a estudar os depoimentos,
descobri aí meu primeiro ponto fraco: estrutura física.
Tudo bem que não sou nenhum atleta, mas também não
levava uma vida tão sedentária. Em agosto iniciei
minhas caminhadas. Todos os dias, indiferente das condições
do clima, fui para a Praça da Liberdade, ficava lá
caminhando entre 1,5 e 2 horas. Muito alongamento também
ajudou nesta fase preparatória.
Em
paralelo estudava o caminho, custos, paradas no final do dia em
hotéis e pousadas, previsão do tempo (que por sinal
sempre marcava nublado ou chuvoso). Cada ligação que
fazia para os lugares de parada me empolgava mais ainda para iniciar
a aventura.
Não
achei um Filho de Deus para ir comigo, todo mundo tinha seus compromissos.
Mas eu estava decidido, iria a todo custo.
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