ítalo coutinho e amigos
 

>>F O T O S


CAMINHANDO PELA ESTRADA REAL - setembro 2002
Trecho 1 - Rio de Janeiro/RJ a Petrópolis/RJ (dia 7 de setembro de 2002)


(final da Rua Tereza em Petrópolis/RJ)

Saí de Belo Horizonte no dia 6, às 23:59hs. Fui de ônibus até a rodoviária do RJ. Cheguei na capital carioca às 6:30hs, muita chuva, um black-out total na cidade, parecia que tinha passado um furacão por ali.

Perguntei a todos onde pegava um ônibus para Imabariê, iria começar a caminhada no km 4,9 descrito no guia. Depois que tive a informação de mais de 3 pessoas (isto é importante para se validar o próximo passo), deicidi pegar um coletivo indo para Piabetá e que passava por Imabariê. Literalmente estava na chuva e para me molhar mais ainda, peguei uma "perua", a aventura começava.

Expliquei ao motorista onde queria descer, chegamos a um consenso que era na intersecção da linha de trem com o canal Imbariê. Isto ficava a 1,5 km da passarela que precisava encontrar. Achei-a exatamente no km 135 da Rio-Magé. A chuva continuava e cada vez mais forte.

Fui até a passarela, fiquei em dúvida quanto a localização do caminho, usei a bússola para encontrar o Norte, foi super fácil. Parei em um barzinho para tomar um café, as pessoas ali me deram maiores dicas, o trecho adiante era perigoso, boca de fumo e muita malandragem. Confesso que fiquei com medo, mas segui em frente. Eram 8:30 hs daquele dia 7 de setembro, muita chuva e névoa.

Em Parada de Angélica comprei um cabo de enxada que seria usado como meu cajado, para defesa pessoal, contra cachorros. Cheguei em Raiz da Serra às 10:30hs. As meias estavam muito molhadas. fiquei ali secando-as e descansando. Descobri que existe um trem na Central que vai até aquele lugar, sugiro quem for fazer o trecho do primeito dia, que comece ali em Raiz da Serra, tem muitos ônibus também.

Esperei a chuva parar e a estrada secar, subir a Serra do Mar para Petrópolis com o caminho molhado é muito perigoso. Cheguei no Meio da Serra às 12:35hs. Costas doendo, o sol apareceu pela primeira vez. Umas pessoas participavam de uma corrida vindas de Lopes Trovão. Percebi que no Rio todo mundo conversa como o Romário, amigo é "parceiro".

Sempre que iniciava um novo trecho perguntava se estava no caminho certo e se havia bandidagem a frente, precisava me certificar disto para minha segurança.

Cheguei na pousa da Rua Tereza as 16:30hs, com chuva. O corpo todo moído, quando estava no Alto da Serra e vi lá embaixo todo o trecho que tinha percorrido foi uma sensação que dinheiro nenhum do mundo conseguiria pagar. Na pousada pedi um macarrão delivery e lembrei-me de uma coisa, só quando cheguei em Alto da Serra é que vi o primeiro Posto Policial.

Liguei a TV, o jornal mostrava que no Rio havia passado um furacão com ventos de mais de 120 km/h.


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