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(final
da Rua Tereza em Petrópolis/RJ)
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Saí
de Belo Horizonte no dia 6, às 23:59hs. Fui de ônibus
até a rodoviária do RJ. Cheguei na capital carioca
às 6:30hs, muita chuva, um black-out total na cidade, parecia
que tinha passado um furacão por ali.
Perguntei
a todos onde pegava um ônibus para Imabariê, iria começar
a caminhada no km 4,9 descrito no guia. Depois que tive a informação
de mais de 3 pessoas (isto é importante para se validar o
próximo passo), deicidi pegar um coletivo indo para Piabetá
e que passava por Imabariê. Literalmente estava na chuva e
para me molhar mais ainda, peguei uma "perua", a aventura
começava.
Expliquei
ao motorista onde queria descer, chegamos a um consenso que era
na intersecção da linha de trem com o canal Imbariê.
Isto ficava a 1,5 km da passarela que precisava encontrar. Achei-a
exatamente no km 135 da Rio-Magé. A chuva continuava e cada
vez mais forte.
Fui
até a passarela, fiquei em dúvida quanto a localização
do caminho, usei a bússola para encontrar o Norte, foi super
fácil. Parei em um barzinho para tomar um café, as
pessoas ali me deram maiores dicas, o trecho adiante era perigoso,
boca de fumo e muita malandragem. Confesso que fiquei com medo,
mas segui em frente. Eram 8:30 hs daquele dia 7 de setembro, muita
chuva e névoa.
Em
Parada de Angélica comprei um cabo de enxada que seria usado
como meu cajado, para defesa pessoal, contra cachorros. Cheguei
em Raiz da Serra às 10:30hs. As meias estavam muito molhadas.
fiquei ali secando-as e descansando. Descobri que existe um trem
na Central que vai até aquele lugar, sugiro quem for fazer
o trecho do primeito dia, que comece ali em Raiz da Serra, tem muitos
ônibus também.
Esperei
a chuva parar e a estrada secar, subir a Serra do Mar para Petrópolis
com o caminho molhado é muito perigoso. Cheguei no Meio da
Serra às 12:35hs. Costas doendo, o sol apareceu pela primeira
vez. Umas pessoas participavam de uma corrida vindas de Lopes Trovão.
Percebi que no Rio todo mundo conversa como o Romário, amigo
é "parceiro".
Sempre
que iniciava um novo trecho perguntava se estava no caminho certo
e se havia bandidagem a frente, precisava me certificar disto para
minha segurança.
Cheguei
na pousa da Rua Tereza as 16:30hs, com chuva. O corpo todo moído,
quando estava no Alto da Serra e vi lá embaixo todo o trecho
que tinha percorrido foi uma sensação que dinheiro
nenhum do mundo conseguiria pagar. Na pousada pedi um macarrão
delivery e lembrei-me de uma coisa, só quando cheguei em
Alto da Serra é que vi o primeiro Posto Policial.
Liguei
a TV, o jornal mostrava que no Rio havia passado um furacão
com ventos de mais de 120 km/h.
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