ítalo coutinho e amigos
 

>>F O T O S


CAMINHANDO PELA ESTRADA REAL - setembro 2002
Trecho 2 - Petrópolis/RJ a Itaipava/RJ (dia 8 de setembro de 2002)


(rua de Petróplis, ao fundo a Serra do Mar vista do outro lado)


(Correias - Petrópolis/RJ)

"nenhum sonho é impossível, mas é preciso trabalhar para realizá-lo". Foi com esta frase, que assisti no programa da Globo, PEGN, às 7:30hs da manhã daquele domingo que iniciei o segundo dia.

Fiz um breakfast caprichado, muita fruta, chocolate quente, pão com presunto. Preparei meu almoço. Conversei com o Marcos, dono da Pousada, que estava muito feliz por receber os caminhantes da Estrada Real. A cozinheira me perguntou o que me levava a fazer aquilo, respondi que estava de férias e queria fazer algo diferente.

Saí dali às 9:30hs, desci a Rua Tereza até o Rio Palatinado, quase me perdi, mas quem tem boca vai até Juiz de Fora. Passei por um túnel muito cabuloso, para não dizer PERIGOSO. As pessoas na rua ficavam me olhando, era engraçado.

Cheguei em Correias às 12:20hs, um lugar que parecia com minha Bom Despacho. Comprei umas laranjas, parei para fazer o ritual das meias e da bota, os joelhos doíam muito. A pracinha era aconchegante, Posto Policial, pessoas jogando dama, transeuntes levando seus cachorros para passear, todo carioca tem no mínimo dois cachorros, isto apresentava um perigo eminente.

Saí dali as 13:10hs. Eram 14:10hs quando cheguei no Rancho Bem-te-vi. Pouquinho antes tem o "Lagos de Itaipava", um lugar legal para levar a namorada. Comi um cereal, bebi água. Logo em seguida atolei meu pé numa água parada, o gerenciamento de riscos entrou em ação, troquei a meia, sequei o pé e fui adiante.

Chegando no centro de Itaipava, já eram 15:40hs, encontrei-me com um senhor que vendia umas bolsas muito bonitinhas que a filha fazia para pagar a faculdade. Neste nosso país tem muita gente batalhadora, disse a ele que poderia se orgulhar muito pela que filha que tinha, ele me contou que até o pessoal da Malhação já comprou da bolsa.

Logo depois de um bom papo toquei adiante, chegando na BR 040 precisava localizar o km 54, deparei-me com o km 58, pensei: para baixo deve ser o km 57 e por aí, mas errei. Quando você está cansado, afim de chegar e comete uma falha destas, ainda bem que encontrei com um senhor que veio conversando comigo durante no mínimo os próximos dois quilômetros.

Estava anoitecendo, peguei minha lanterna amarrei-a na ponta de cima do cajado, coloquei uma lente vermelha e andei na contra-mão dos carros que tiravam fininha em mim.

17:45hs, finalmente o Spa, finalmente uma sopa de macarrão altamente campeã. Fui recebida pela Sônia e pela Nancy, e também pela hóspede Moná, uma ótima companhia para aquele domingo exaustivo.


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