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(rua
de Petróplis, ao fundo a Serra do Mar vista do outro lado)
(Correias
- Petrópolis/RJ)
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"nenhum
sonho é impossível, mas é preciso trabalhar
para realizá-lo". Foi com esta frase, que assisti no
programa da Globo, PEGN, às 7:30hs da manhã daquele
domingo que iniciei o segundo dia.
Fiz
um breakfast caprichado, muita fruta, chocolate quente, pão
com presunto. Preparei meu almoço. Conversei com o Marcos,
dono da Pousada, que estava muito feliz por receber os caminhantes
da Estrada Real. A cozinheira me perguntou o que me levava a fazer
aquilo, respondi que estava de férias e queria fazer algo
diferente.
Saí
dali às 9:30hs, desci a Rua Tereza até o Rio Palatinado,
quase me perdi, mas quem tem boca vai até Juiz de Fora. Passei
por um túnel muito cabuloso, para não dizer PERIGOSO.
As pessoas na rua ficavam me olhando, era engraçado.
Cheguei
em Correias às 12:20hs, um lugar que parecia com minha Bom
Despacho. Comprei umas laranjas, parei para fazer o ritual das
meias e da bota, os joelhos doíam muito. A pracinha era aconchegante,
Posto Policial, pessoas jogando dama, transeuntes levando seus cachorros
para passear, todo carioca tem no mínimo dois cachorros,
isto apresentava um perigo eminente.
Saí
dali as 13:10hs. Eram 14:10hs quando cheguei no Rancho Bem-te-vi.
Pouquinho antes tem o "Lagos de Itaipava", um lugar legal
para levar a namorada. Comi um cereal, bebi água. Logo em
seguida atolei meu pé numa água parada, o gerenciamento
de riscos entrou em ação, troquei a meia, sequei o
pé e fui adiante.
Chegando
no centro de Itaipava, já eram 15:40hs, encontrei-me com
um senhor que vendia umas bolsas muito bonitinhas que a filha fazia
para pagar a faculdade. Neste nosso país tem muita gente
batalhadora, disse a ele que poderia se orgulhar muito pela que
filha que tinha, ele me contou que até o pessoal da Malhação
já comprou da bolsa.
Logo
depois de um bom papo toquei adiante, chegando na BR 040 precisava
localizar o km 54, deparei-me com o km 58, pensei: para baixo deve
ser o km 57 e por aí, mas errei. Quando você está
cansado, afim de chegar e comete uma falha destas, ainda bem que
encontrei com um senhor que veio conversando comigo durante no mínimo
os próximos dois quilômetros.
Estava
anoitecendo, peguei minha lanterna amarrei-a na ponta de cima do
cajado, coloquei uma lente vermelha e andei na contra-mão
dos carros que tiravam fininha em mim.
17:45hs,
finalmente o Spa, finalmente uma sopa de macarrão altamente
campeã. Fui recebida pela Sônia e pela Nancy, e também
pela hóspede Moná, uma ótima companhia para
aquele domingo exaustivo.
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