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(tomando café no Recanto Restaurante Sarandi)

(meu material e ao fundo a pedra do Paraibuna)

(pedra do Paraibuna)
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8 da
manhã. Preparei-me, como tinha feito todos os dias, micropore
nos lugares onde a bota estava machucando meu pé, vick-vaporub
nos pés e duas meias. Fui tomar café, fiquei conversando
com o Toninho, ele era Economista e sua esposa Veterinária.
Cuidavam os dois há 14 anos da fazenda, que era um verdadeiro
agro-business, ele me contou que tinham se formado em Viçosa.
O papo foi muito bom, mas era preciso continuar.
Tomei
um Apracur para aliviar as dores, sabia que não era aconselhável,
mas estava sendo preciso. O tornozelo esquerdo amanheceu inchado.
Saí
de lá eram 9:45hs, o trecho a seguir prometia, mas era o
mais deserto em se tratando de recursos e pessoas. Os terríveis
cachorros apareciam do nada, felizmente não gostavam de roer
osso.
Um
detalhe, como não tinha levado relógio, o sol era
meu ponto de referência para os horários, descobria
onde era o Norte, via a altura do sol e pronto, ali estava meio
relógio. Felizmente naquele dia estava bem ensolarado.
Passei
por um lugar chamado Palestina
Paisagens
lindas, só vendo para entender.
Encontrei-me
com um pescador que voltava do Rio Paraibuna, me disse que estava
perto.
Às
14:30hs avistei a pedra do Paraibuna, segundo meu amigo Ronaldo
Faria, foi ali que em 1964 as tropas de MG e RJ se encontraram depois
do Golpe Militar, os mineiros a favor da Ditadura Militar e os cariocas
a favor do Governo. Quem primeiro chegasse na pedra (que deve ter
uns 200 metros de altura), conseguiria render o outro pelotão.
Os mineiros conseguiram chegar primeiro que os cariocas.
Meu
ponto final foi Mont Serrat, uma vilazinha do lado do RJ, do outro
lado, bastava atravessar a ponte, era MG e se chamava Paraibuna,
um povoado que pertence a Simão Pereira.
Fui
repousar no Hotel Fazenda Santa Helena, um espetáculo de
lugar, com direito a um jantar maravilhoso.
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